Mito: o auditório está ali para julgar o orador

Por vezes, encontro pessoas que me confessam o quanto preferem estar sentados na sala de conferências. Dizem-me elas que não aguentam falar em público porque se sentem avaliadas, julgadas e até criticadas!


Este é um mito persistente, o de que o orador, ao apresentar-se perante um auditório, se encontra numa posição de inferioridade e vulnerabilidade, uma vez que fica exposto ao (alegadamente) duro olhar daqueles que escutam.

Tal não é absolutamente verdade. 
Sem dúvida que qualquer orador se submete à apreciação e ao escrutínio do auditório. Mas isso não quer dizer que um orador tem a difícil tarefa de convencer o auditório a não o criticar. O ponto de partida é inverso: o orador tem de convencer o auditório, não a abster-se de criticar, mas de aderir às suas teses, e a gostar daquilo que escuta.

O auditório não está ali para julgar ou examinar o orador nem o discurso visa apenas proteger o orador das eventuais críticas. O orador discursa em público para ajudar o auditório a reflectir (e/ou decidir) sobre um determinado assunto. 

Assim, o orador não tem de se sentir julgado! Isto porque, na verdade, o que auditório aprecia é a forma como o orador o ajuda a pensar sobre aqueles tópicos. O que é verdadeiramente avaliado são as  suas ideias, não o orador! Faça-o gostar da comunicação e nunca se sentirá julgado.



Ter esta consciência irá, com certeza, mudar a forma como muitas pessoas encaram a comunicação em público!



Retoricamente, bons discursos!


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