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TOP 5 das características dos melhores oradores

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Proferir um discurso eloquente é uma tarefa complexa que exige muito tempo de aperfeiçoamento e preparação.
Ficam aqui cinco atributos que que qualquer bom orador possui:






Capacidade de pesquisar acerca do tema

Os melhores oradores sabem daquilo que falam. Eles investigam cuidadosamente o assunto do discurso e ensaiam-no vezes sem conta até que as hesitações ou dúvidas desapareçam. Eles sabem identificar o que precisam para discorrer sobre o seu tópico de forma segura e convicta.

Organizar as suas ideias de forma lógica e consequente
Um discurso bem estruturado (Introdução, Desenvolvimento e Conclusão) é fácil de compreender exigindo po

Aspasia, a mulher que ensinou eloquência a Péricles

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Aspásia de Mileto (470-410 AC) é um dos primeiros exemplos de mulheres ligadas à eloquência e à retórica. Tendo um relacionamento com o estadista, orador e general Ateniense Péricles, com quem teve um filho, Aspásia foi uma mulher culta e educada que previsivelmente exerceu grande influência no meio intelectual e político de Atenas.

Oriunda de uma família rica de Mileto, na época, antiga cidade da Ásia Menor (actualmente Turquia), Aspásia recebeu, desde pequena, uma educação refinada e variada.
Embora não tenha chegado até nós discursos de Aspásia, acredita-se que será da sua autoria os discursos fúnebres proferidos por Péricles depois da Guerra do Peloponeso. No diálogo Menexenus, de Platão é referido que o próprio Sócrates se havia maravilhado com a sua eloquência.
A sua reputação, ao longo dos séculos, foi envolta em polémica. Aristófanes, na peça satírica Os Acarnânios culpa Aspásia pela guerra do Peloponeso. Outros autores descrevem-na como sendo moralmente devassa. Contudo, o…

Quer ser Eloquente? Só tem de dar um beijo...

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Não tem tempo para aprender Retórica? Precisa de se tornar convincente de uma momento para outro? Pretende ganhar o dom da persuasão sem muito trabalho?
Então nada mais simples: beije a Pedra da Eloquência !
A Pedra da Eloquência, ou Blarney Stone, fica situada no Castelo Blarney, construído em 1446, perto da cidade de Cork, na Irlanda. Diz a lenda que quem ousar beijar a pedra conquista o bem-aventurado dom da eloquência e persuasão (the gift of the gab). Aqueles que o fizeram afirmam que rapidamente adquiriram confiança ao falar com outras pessoas e que se tornaram bem mais convincentes. Muitas estrelas de televisão, cantores e actores famosos vêem ao castelo precisamente beijar a pedra que se situa no seu topo para ganhar o, muito procurado, dom oratório.

Há várias histórias que se contam acerca desta Pedra. Eis uma das mais famosas. Cormac McCarthy, o fidalgo que mandou edificar o castelo de Blarney, envolveu-se numa acção judicial. Para que pudesse responder em Tribunal da melho…

O Método de loci- uma das mais eficazes técnicas de memorização

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Conhecido popularmente como "palácio da memória", o método de loci (plural de locus que significa lugar) é uma antiga técnica mnemónica que utiliza a analogia espacial como referência para organizar, ordenar e recordar o seu discurso.
O "palácio da memória" aparece citado em diversos tratados antigos de Retórica, como o anónimo Rhetorica ad Herennium (80 A.C), o De Oratore (55 A.C) de Cícero, ou ainda a Institutio Oratoria (95 D.C) de Quintiliano.
Ométodo de loci consiste no orador criar um palácio ou casa imaginária colocando pedaços de informação (testemunhos, factos, números, etc) em cada uma das divisões. À medida que percorre a "Casa", o orador recupera os objectos presentes nas divisões conseguindo relembrar a enorme quantidade de informação que se encontra depositada na sua memória. O tratado Rhetorica ad Herennium (80 A.C) recomenda que aos elementos espaciais (as divisões do palácio) sejam acrescentados elementos visuais ou auditivos como medida…

Cícero: "Para mim a eloquência que não causa admiração não é eloquência"

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Numa das suas cartas a Bruto, em 48 A.C, Marco Túlio Cícero, um dos grandes estadistas e oradores da antiguidade, confessava: Nam eloquentiam quae admirationem non habet nullam judico, isto é: "Para mim a eloquência que não causa admiração não é eloquência".

Pode parecer uma afirmação banal mas encerra a essência da competência de discursar: a verdadeira e competente eloquência causa impacto no auditório. Não provoca apenas deleite como usa o seu carácter agradável para persuadir! A admiração é, assim, a consequência do emprego dessa ferramenta indispensável da oratória que é a eloquência.
A habilidade de convencer alguém através das palavras é uma das mais acarinhadas capacidades, estimada pelas mais distintas personalidades, ao longo do tempo.
Cícero, advogado e Cônsul Romano (63 A.C), lembra-nos o quanto um discurso expressivo e eloquente leva à admiração do orador e que esse assombro positivo o projecta na mente do auditório como sendo digno da sua atenção.
Cícero conc…

Novo Livro: Introdução à Retórica no Séc. XXI

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Acaba de ser publicada uma introdução à Retórica que percorre os caminhos desta disciplina deste a Antiguidade Clássica até às sociedades contemporâneas mediatizadas.

Sinopse:

A Retórica é a disciplina que estuda o modo como comunicamos persuasivamente com os outros e está presente em tudo o que fazemos, desde comprar um seguro automóvel, passado pelos anúncios de publicidade até à deliberação política. Não obstante ser, por vezes, reduzida a simples actividade empolada e oca, a Retórica é essencial na vida democrática e pilar indiscutível da sociedade civil. Ela é uma contribuição incontornável para o diálogo e o compromisso, sendo uma ferramenta indispensável para ajuizar não apenas a força da eloquência, mas também o rigor do raciocínio e da argumentação.

Nesta Introdução à Retórica no Séc. XXI, Samuel Mateus apresenta os fundamentos da Retórica ao mesmo tempo que os integra nos desafios contemporâneos. Alargando o horizonte persuasivo da Retórica para além da eloquência e do discur…

Como lidar com o seu próprio Ritmo Oratório

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Alguns oradores sentem-se desconfortáveis com o seu ritmo oratório. Por exemplo, muitas pessoas vêm ter comigo e perguntam-me como podem lidar com a sua tendência de falar demasiado depressa.
Hoje partilho convosco algumas sugestões que, com certeza, vos ajudarão a adaptar as vossas características.
Falar Demasiado RápidoOs oradores que falam acima de 150 palavras por minuto são aqueles que falam muito depressa. Isso pode pôr em risco a compreensão do auditório. Para evitar falar demasiado depressa imponha um ritmo mental ao seu discurso.
Procure demorar cerca de 1 segundo a proferir cada palavra: móvel em vez de mvl, por exemplo.
Falar Demasiado Devagar
Os oradores que falam abaixo de 130 palavras por minuto são aqueles que falam mais devagar. Isso pode potencialmente pôr em risco, não a compreensão do auditório mas a sua atenção. A lentidão no discurso pode ser um factor que provoque o aborrecimento (e consequente evasão) das pessoas que o escutam. Por tanto esperarem pelas ideias do ora…