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"Dêem as boas-vindas a...."- Como um orador deve ser apresentado ao Auditório

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Os oradores adoram um auditório vibrante.
Querem deparar-se com pessoas atentas e interessadas.
E parte desse interesse advém da forma como o orador é apresentado!

Frequentemente, ouvimos alguém dizer "Este orador dispensa apresentações" e mesmo assim insistem em relatar todos os factos biográficos, todos os caso de sucesso, todos os livros publicados, todos os artigos de jornal, todas as distinções… Isso cansa o auditório. Uma biografia não é uma introdução.


A melhor maneira de apresentar alguém é suscitar o interesse do auditório no orador! O que ele quer saber é quem é o orador e porque ele é a pessoa certa.

Enumero cinco dicas que todos os oradores devem transmitir àqueles que os apresentam:

1) Não passar vídeos (de entrevistas, promoção ou outro) que substituam aquela que deve ser a tarefa do apresentador: introduzir o orador ao auditório e dizer-lhes porque o vão querer escutar.

2) Não apresentar através do resumo biográfico do orador. A maior parte dos auditórios têm …

Como não "despejar" factos

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Uma das tendências mais perigosas para os oradores é cair na tentação de transformar as suas comunicaçõe
s em apresentações de factos.

Em vez de se concentrarem no auditório, concentram-se em todos os conteúdos, pormenores, acontecimentos e autores de que se lembram e despejam-nos ao longo do seu discurso.

O resultado são auditórios "adormecidos" e anestesiados pela quantidade massiva de informação. Tornam-se indolentes e apáticos enquanto se perdem pela torrente de factos que o orador "despeja" num curto espaço de tempo.





Por vezes, os auditórios sentem-se assoberbados, sentindo-se asfixiados no meio de um discurso que saltita de conteúdo em conteúdo sem lhes dar oportunidade de parar para reflectir nesses dados.



Como não "despejar" factos  Eis 6 passos para começar a evitar o dilúvio de informação nas suas comunicações em público:
1) Organize o seu discurso por tópicos (não por parágrafos).
2) Sub-divida cada tópico em ideias-chave. Seja selectivo naquilo …

Com ou sem carisma: o orador decide

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Porque na sociedade digital em que vivemos não existe, por vezes, tempo suficiente para ler posts demorados deixo-vos uma pequena dica de linguagem corporal. Mudando a postura, muda a imagem que o orador transmite. Se querem transmitir força (ethos) e ao mesmo tempo empatia (pathos) não experimentem a postura ilustrada à direita da imagem.

Não se esqueça o que os olhos estão postos em si: ocupe o espaço (que é seu enquanto orador), olhem em frente, use gestos que transmitam a energia com que quer contagiar o auditório e partilhe as suas ideias!
Os oradores são carismáticos ainda antes de falar! Na verdade, nem é necessário ter uma expressão verbal rara. Basta uma boa comunicação não-verbal!
Quando se apresenta aos outros o seu corpo já está "a falar" e a dizer muitas coisas acerca de si. Adopte a postura da esquerda e transmitam o carisma que o vai diferenciar dos demais. Decida como quer parecer e ponha o seu corpo "a dizer" aquilo que importa.



Retoricamente, bons …

TOP 5 das características dos melhores oradores

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Proferir um discurso eloquente é uma tarefa complexa que exige muito tempo de aperfeiçoamento e preparação.
Ficam aqui cinco atributos que que qualquer bom orador possui:






Capacidade de pesquisar acerca do tema

Os melhores oradores sabem daquilo que falam. Eles investigam cuidadosamente o assunto do discurso e ensaiam-no vezes sem conta até que as hesitações ou dúvidas desapareçam. Eles sabem identificar o que precisam para discorrer sobre o seu tópico de forma segura e convicta.

Organizar as suas ideias de forma lógica e consequente
Um discurso bem estruturado (Introdução, Desenvolvimento e Conclusão) é fácil de compreender exigindo po

Quantas palavras por minuto profere nos seus discursos?

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Sabia que, de acordo com o Guiness Book of Records, em média, pronunciamos 437.292. 000 palavras durante a nossa vida inteira? São quase 500 milhões de vocábulos. É claro que se uma pessoa viver 90 anos pronunciará mais palavras do que uma pessoa que viva 50 anos. Mas esse não é o único aspecto a considerar. O género também é relevante!
Num estudo publicado na revista Science, em 2007, James Pennebaker, da Universidade do Texas, concluiu que as mulheres falavam, por dia, uma média de 16.215 palavras e os homens, 15.669. Trata-se de uma diferença  residual que contraria o estereótipo de que as mulheres falam mais dos que os homens.
Para os oradores profissionais discursar é tão frequente e rotineiro que já definiram, ao longo dos anos, o seu número médio de palavras. Mas para qualquer orador conhecer a sua taxa de conversação ou ritmo oratório - isto é, o número médio de palavras que profere num minuto pode ser muito importante. A prova disso é que se perguntarmos a alguém se fala muito…

Aquilo que alguns oradores costumam fazer (e não deviam)- parte II

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No seguimento do post anterior, volto a abordar alguns maus hábitos no domínio da comunicação em público.

A comunicação deve ser fluida e natural. Existe um hábito pernicioso que impede a fluidez espontânea que reconhecemos nos grandes oradores:
Ler o discurso como se ele fosse entediante! Se as leituras robóticas, pouco entoadas e monocórdicas, prejudicam a transmissão e partilha de ideias entre orador e auditório, então porque é que muitas pessoas insistem em ler um guião das suas apresentações como se esta fosse a coisa mais entediante do mundo? Não existe nada de mal em ler um discurso. O que é um mau hábito, do ponto de vista da eloquência e persuasão, é ler um discurso como se ele fosse desinteressante e aborrecido.
Sabe que sentimento transmite àqueles para quem discursa quando lhes dá a entender que aquilo que escuta é maçador? Ela vai pensar (e sentir) que tudo aquilo que lhe diz é enfadonho!
Não leia os seus discursos como se eles fossem uma documento meramente informativo.…

Aquilo que alguns oradores fazem (e não deviam) - parte I

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Todos os anos, assisto a  diversas conferências e dezenas de apresentações e de todas essas vezes constato que alguns oradores possuem certos hábitos negativos ou comportamentos tóxicos que se repetem, comunicação após comunicação.
Por exemplo, apagar a luz!

Comunicar perante uma plateia de uma Anfiteatro pode ser assustador. Eu sei... Mas isso não significa que o orador apague a luz!
Vulgarmente, perante uma apresentação multimédia, algumas pessoas tendem a desligar todos os ponto de luz e deixar o auditório no escuro pois, assim, sentem-se mais confortáveis. Acaba por ser uma maneira de reduzir a ansiedade oratória já que sentem que os olhos do auditório se encontram na Apresentação Multimédia e não neles próprios. O seu objectivo é deixar os slides falarem por si e confiar na luz do projector para atrair o olhar do auditório.  Os oradores  pretendem dar destaque total à Apresentação Multimédia e resignam-se ao seu lugar secundário (geralmente junto a uma das paredes).
Mas não deveriam, a…

O Essencial da Comunicação Não-Verbal para Oradores

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Vou partilhar convosco o essencial da comunicação não-verbal para oradores. Este é um aspectotantas vezes negligenciado ainda que seja uma das competências mais importantes para uma boa comunicação. Afinal, é muito mais difícil convencer aqueles para quem discursamos quando não lhes causamos boa impressão.



Eis alguns princípios simples que vão fazer toda a diferença no seu próximo discurso:
Contacto Visual O orador olha com dedicação para o seu auditório procurando estabelecer contactar visual com todos os seus membros. Assim, deve evitar-se que se olhe apenas numa única direcção ou apenas para um lado do auditório (dando a sensação de se estar a ignorar as outras pessoas). Sorriso
Um estudo realizada pela Medicine School da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, concluiu, em 2006, que o sorriso aumenta a actividades das células NK (natural killers), responsáveis por combater vírus presentes no organismo. Além disso, diversos autores apontam para o sorriso ser um excelente aliado…

Os Principais Objectivos dos Discursos

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É verdade que a Retórica está, pela sua própria definição, muito ligada aos discursos de persuasão. Contudo, a Retórica e a Comunicação aplicam-se a uma multiplicidade de situações sociais.

Muitas pessoas acham que só podemos escrever discursos persuasivos. Mas isso não corresponde à verdade. Podemos ter outros propósitos quando comunicamos.
Com efeito, podemos aplicar a eloquência a uma variedade de tipos discursivos. Embora cada um deles envolva uma escrita diferenciada cada um deles beneficia dos seus ensinamentos.

Eis alguns dos principais objectivos que caracterizam os discursos. Assim, escrevemos discursos e comunicamos para:

Persuadir

Sempre que persuadimos, levamos os outros a acreditar nalguma coisa que lhes subtemos a apreciação. Discursamos, assim, para convencer o parlamento a legislar sobre um assunto de importância fundamental ou quando pretendemos que alguém nos empreste o seu automóvel.






Entreter
É, a par da informação, dos grandes usos da Comunicação nos Media.

A comédia Sta…

O Melhor Amigo do Orador, o Apontador

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Há quem não prescinda dele; há quem simplesmente não o use; e há, ainda quem nem sequer tenha ouvido falar dele. Refiro-me ao Apontador (pointer), acessório muito útil quando o orador utiliza apresentações multimédia como o PowerPoint.

O Apontador é o instrumento que permite que o orador, à distância, mude os slides do PowerPoint ou inicie a reprodução de um vídeo. Mas a utilidade maior será porventura o indicador laser que permite identificar elementos da apresentação salientando-os.
Apesar de ser uma óptima ferramenta dos oradores que todos os dias usam apresentações multimédias, o Apontador não substitui o orador! O Apontador não torna a comunicação melhor. Isso cabe-lhe a si! O Apontador ajuda-o, sim, na tarefa de transmitir informação ou provar, de forma multimédia, um ponto de vista. Ele é, para alguns, imprescindível mas isso não significa que ele, pura e simplesmente, faça de uma má apresentação uma comunicação excelente. 
O que o Apontador faz é tornar as apresentações mais …

"Obrigado pela Vossa atenção"- Como Concluir o discurso sem ter que o dizer

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O discurso está a correr bem, o auditório continua atento às suas palavras e quase na hora de concluir a sua apresentação. O que fazer? Como irá terminar a sua comunicação?
Muitas pessoas param abruptamente durante o exercício oratório deixando o auditório sozinho no silêncio. De repente, de modo inesperado, ele cala-se. Por fim, o auditório reage, ainda que atordoado.
Outros oradores preferem uma estratégia mais directa. Assim, colocam um slide do PowerPoint dedicado a agradecer toda a atenção dispensada. Simpático. E ninguém tem dúvidas que o orador já concluiu o seu discurso. Agradecer é uma forma possível de concluir a prelecção mas não é a única possível.
Com efeito, o orador pode concluir a sua comunicação através de um agradecimento. Mas sobretudo deve terminar o discurso como atitude e convicção. E deve fazê-lo num momento em que o auditório o espere que o faça. Não vai querer surpreender o seu auditório!
Em vez de um simpático mas humilde "obrigado", experimente out…

O Acrónimo AIDA na Comunicação Retórica

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Um dos mais célebres acrónimos da Comunicação de Marketing é o AIDA: Atenção, Interesse, Desejo e Acção!

Num mundo onde as mensagens nos surgem em catadupa e onde toda a gente parece querer a nossa atenção (ex: clique aqui, compre já, não perca, etc), é cada vez mais difícil à comunicação destacar-se.

Conheça de que maneira  podemos utilizar o AIDA para tornar as nossas comunicações em público mais persuasivas.

Atenção (Atrair)


Quando comunicarmos perante auditórios, queremos que, antes de mais, ele se concentre em nós. Captar a sua atenção é o primeiro passo se pretendemos influenciá-lo, de forma forma. Não facilite e comece, logo, por lhe dar um título de comunicação intrigante. Lembra-se de títulos intermináveis e obscuros. Afaste-se deles! O seu título tem de ser misterioso deixando alguma coisa em aberto. Claro que deve procurar que ele não seja demasiado vago. Porém, isso não significa que deixe o seu auditório a querer saber do que se trata. Começa a ganhar a atenção do auditório…