Falácias: o que são?



Este post é um excerto do livro "Introdução à Retórica no séc. XXI" (p.150):


As falácias são raciocínios falsos ou errados ainda que aparentem ser verdadeiros. 
O termo “falácia” deriva da palavra latina fallere que significa enganar. Na Retórica, a falácia é um raciocínio argumentativo fraco e pode ser facilmente confundida com argumentos fortes. 

A falácia é um argumento, porém, é um argumento logicamente inconsistente (ex: “Podemos ir embora. Se até agora ninguém apareceu não é agora que vai chegar”), sem fundamento (ex: “Os últimos ataques terroristas foram perpetrados por radicais islâmicos. Logo, todos os muçulmanos são terroristas”) ou inválidos (ex: “Se é verdade para ti, para mim tem de ser mentira. Somos pessoas tão diferentes”).

Do ponto de vista lógico, as falácias provam conclusões independentes da verdade das premissas.

Assim:

Os rubis são vermelhos;
Este anel tem uma pedra vermelha;
Logo, este anel só pode ser um rubi!

Ou:

Quando estou constipado tenho dores de cabeça;
Tenho dores de cabeça;
Logo, estou constipado!

Evidentemente posso ter dores de cabeça por motivos que não estão relacionados com a constipação (por exemplo, posso ter bebido em excesso). Assim como existem anéis vermelhos que não possuem uma pedra de rubi. 
Nos exemplos anteriores, estamos perante falácias nas quais se provam conclusões que não decorrem da verdade das premissas. 



Retoricamente, bons discursos!

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