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"Dêem as boas-vindas a...."- Como um orador deve ser apresentado ao Auditório

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Os oradores adoram um auditório vibrante.
Querem deparar-se com pessoas atentas e interessadas.
E parte desse interesse advém da forma como o orador é apresentado!

Frequentemente, ouvimos alguém dizer "Este orador dispensa apresentações" e mesmo assim insistem em relatar todos os factos biográficos, todos os caso de sucesso, todos os livros publicados, todos os artigos de jornal, todas as distinções… Isso cansa o auditório. Uma biografia não é uma introdução.


A melhor maneira de apresentar alguém é suscitar o interesse do auditório no orador! O que ele quer saber é quem é o orador e porque ele é a pessoa certa.

Enumero cinco dicas que todos os oradores devem transmitir àqueles que os apresentam:

1) Não passar vídeos (de entrevistas, promoção ou outro) que substituam aquela que deve ser a tarefa do apresentador: introduzir o orador ao auditório e dizer-lhes porque o vão querer escutar.

2) Não apresentar através do resumo biográfico do orador. A maior parte dos auditórios têm …

Exercício: Leitura Dinâmica

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Essencial para qualquer bom orador, conhecer bem o seu discurso pode significar a diferença entre o sucesso e o insucesso.
Tão importante como uma boa Acção (canône Retórico) é uma boa Memória (canône Retórico). O orador deve ser capaz de consultar as suas notas, durante o discurso, sem que isso prejudique o ritmo discursivo ou distraia o auditório.





Hoje fazemos um exercício de Leitura Dinâmica que visa ler com velocidade e que tem por objectivo:

Fortalecer a musculatura ocularCorrigir a leitura silábicaMelhorar o tempo de leituraEliminar a sub-vocalização (ler mentalmente ou sussurrando) 
Fonte: https://pt.slideshare.net/igorbassetti/leitura-dinamica-36254897


Fonte: https://pt.slideshare.net/igorbassetti/leitura-dinamica-36254897


Procure apreender de uma só vez toda a palavra evitando a sua decomposição em sílabas.

Com prática, irá conseguir ler mais em menos tempo.
Dessa maneira, disporá de mais tempo para ler mais linhas dos seus apontamentos ou discurso.
Ao mesmo tempo, diminuirá o …

Grandes Discursos: Margaret Tatcher na Câmara dos Comuns

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Margaret Tatcher, primeira-ministra britânica na Câmara dos Comuns (anos 1980)





Eis um pequeno excerto do discurso no qual se observam vários detalhes relevantes do ponto de vista retórico: A tendência da oradora de ler o discurso poderia fazer com que não estabelecesse contacto visual com o auditório. Contudo, a oradora tem o cuidado de enfrentar o auditório diversas vezes, durante vários segundos, enquanto discursa. (ver video)Insistência no uso da Anáfora (repetição da mesma palavra ou expressão) como em "Como seria prazeroso, como seria popular" (...); ou " todas as empresas têm de fazê-lo, toda a dona de casa tem de fazê-lo."Utilização da Antítese (duas ideias opostas): " Não existe apenas essa coisa de...(...), existe apenas o dinheiro...."Personificação do EstadoAssíndeto: "Como seria prazeroso, (e) como seria popular"; "Proteger a carteira do cidadão, (e) proteger os serviços públicos (...)".Metonímia: "Proteger a carteira d…

Comunicação Persuasiva: a Fórmula Mágica

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Se existisse o Santo Graal da Retórica seria, com certeza, como falar bem, ser compreendido e convencer. Existem várias fórmulas de conseguir uma comunicação eficaz.



Mas se me perguntarem por uma fórmula mágica que dá assertividade a qualquer orador terei de responder em três passos simples:

Comunicação Persuasiva =  Boa Oratória+ Boa Argumentação+ Boa Comunicação Não-Verbal


Boa Oratória (dicção, entoação, ritmo, volume e para-linguagem) Boa Argumentação (raciocínio claro, coerente e estruturado com ideias bem formuladas e articuladas) Boa Comunicação Não-Verbal (domínio da linguagem corporal, da expressão facial e da gestualidade)
No total, estas três variáveis somam uma comunicação capaz de impressionar qualquer auditório.
Enquanto retor, professor em Comunicação em Público esforço-me por desenvolver cada uma destas componentes nos alunos que formo.

Um orador que só domine a oratória dirá coisas vãs ou banais. Um orador que domine apenas a argumentação não terá capacidade de fazer-se …

Perguntas e Respostas- O que não fazer

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No seguimento do post acerca do que fazer numa sessão de perguntas e respostas, eis um conjunto de dicas acerca do que não fazer.




Em qualquer sessão deste tiponão é adequado:
1) Responder de forma irada, desagradada ou com falta de paciência. Do ponto de vista do auditório, o espaço de perguntas e respostas é tão importante quanto a comunicação principal. Respeite as pessoas que assistem evitando uma expressão facial negativa.
2)  Responder como se fosse um aluno a tentar impressionar o professor. Uma sessão de perguntas e respostas não é um exame. É uma troca comunicativa

Perguntas e Respostas- O que fazer

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Em muitas sessões de apresentações ou mesmo palestras, existe um espaço reservado para a intervenção do auditório. O orador nunca sabe o que esperar: por um lado, existem auditórios mais introspectivos que ocupam esses minutos para reflectir acerca do foi dito; por outro lado, existem auditórios muito participativos e espontâneos que apresentam, de imediato, várias perguntas.

Exercício- Trava Línguas

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Oradores, hoje apresentamos um pequeno exercício que vai melhorar a vossa dicção e aumentar a clareza da vossa oralidade.

Leiam as seguintes linhas de acordo com a seguintes fases:

1) Leia ao ritmo habitual
2) Leia devagar exagerando o movimento articular da boca e língua
3) Leia o mais depressa que puder
4) Leia depressa mas com máxima clareza de dicção.











Retoricamente, Bons Discursos!

Como não "despejar" factos

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Uma das tendências mais perigosas para os oradores é cair na tentação de transformar as suas comunicaçõe
s em apresentações de factos.

Em vez de se concentrarem no auditório, concentram-se em todos os conteúdos, pormenores, acontecimentos e autores de que se lembram e despejam-nos ao longo do seu discurso.

O resultado são auditórios "adormecidos" e anestesiados pela quantidade massiva de informação. Tornam-se indolentes e apáticos enquanto se perdem pela torrente de factos que o orador "despeja" num curto espaço de tempo.





Por vezes, os auditórios sentem-se assoberbados, sentindo-se asfixiados no meio de um discurso que saltita de conteúdo em conteúdo sem lhes dar oportunidade de parar para reflectir nesses dados.



Como não "despejar" factos  Eis 6 passos para começar a evitar o dilúvio de informação nas suas comunicações em público:
1) Organize o seu discurso por tópicos (não por parágrafos).
2) Sub-divida cada tópico em ideias-chave. Seja selectivo naquilo …

Livro: "50 Grandes Discursos da História"

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Um orador profissional passa a maior parte do tempo a discursar. Conhece muitos auditórios e passa o dia a partilhar com os outras novas maneiras de pensar, fazer ou compreender. Mas um orador competente também não descura a leitura de obras que o ajudem a melhorar.
Apresento-vos o livro 50 Grandes Discursos da História de Manuel Robalo e Miguel Mata das Edições Sílabo. Apesar da edição não ser novo, trata-se de uma boa sugestão de leitura para aqueles que querem conhecer os discursos mais significativos da História mas também para aqueles oradores que querem revisitar técnicas de oratória e de escrita de Discursos. 
Cada discurso é um momento único para trabalhar retoricamente: analisar os movimentos do discurso, as suas ideias principais, as formas argumentativas, os padrões retóricos e discursivos que se repetem.


Retoricamente, boas leituras!











Ano Novo, curso Novo!

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Costuma dizer-se, Ano Novo, Vida Nova.
E geralmente isso significa perder uns quilos, deixar de fumar ou começar a poupar.

Mas…

 E se parte dessa vida nova incluir o aperfeiçoamento das suas competências de comunicação?

Talvez no novo emprego isso seja imprescindível.
Talvez tenha agendada uma reunião com clientes importantes e quer estar no seu melhor. Quem sabe se a linguagem corporal positiva não pode fechar o negócio?
Talvez até seja o (ou a) líder de uma grande empresa e necessita de trabalhar os seus discursos, bem como as suas idas à televisão.

Que tal, Ano Novo, Curso Novo?
Comunicar a Liderança:


Consulte este site e veja se existe alguma área da comunicação em público que queira desenvolver.



Retoricamente, bons Discursos!

Neste Natal ofereça um presente a si próprio!

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Nesta época festiva em que presenteamos os outros, também nos podemos presentear a nós próprios.

Por isso, sugiro que leia um livro de comunicação em público (pode visitar a secção livros deste blog) e aprenda a desenvolver as suas competências de comunicação e de persuasão.

Ainda por cima "Introdução à Retórica no Séc. XXI" é gratuito! E sendo um ebook pode lê-lo em qualquer altura e em qualquer lugar como por exemplo enquanto espera pelo autocarro.

Se preferir aprender de um modo mais prático pode também contactar um retor ou um especialista em comunicação.



E Boas Festas (com Retórica e Comunicação)!

A Retórica é uma Técnica

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"Em primeiro lugar, a Retórica é uma técnica no sentido de um conjunto de preceitos que se podem pôr em prática com o fim de convencer o auditório. 
Possui um ordenamento sistemático de conhecimentos, princípios e classificações que permitem olhá-la como um domínio de perícia de acordo com a qual o orador pode orientar-se no difícil e sinuoso terreno da comunicação persuasiva. 
Ela pode ser estudada! Ela pode ser aprendida! Ela pode ser ensinada!


A Retórica é uma técnica discursiva que consiste numa competência característica que consiste no emprego da oratória e da eloquência.
Dizer que a Retórica consiste numa técnica é afirmar que possui um conjunto de regras, ou método, sobre as quais se explana o método de determinar, em cada, caso, os melhores elementos de persuasão.  De entre os seus principais rudimentos encontramos a distinção entre o logos, ethos e pathos."

Este post baseia-se num excerto do livro "Introdução à Retórica no séc. XXI" (p.36).

Para saber mais sobre …

Com ou sem carisma: o orador decide

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Porque na sociedade digital em que vivemos não existe, por vezes, tempo suficiente para ler posts demorados deixo-vos uma pequena dica de linguagem corporal. Mudando a postura, muda a imagem que o orador transmite. Se querem transmitir força (ethos) e ao mesmo tempo empatia (pathos) não experimentem a postura ilustrada à direita da imagem.

Não se esqueça o que os olhos estão postos em si: ocupe o espaço (que é seu enquanto orador), olhem em frente, use gestos que transmitam a energia com que quer contagiar o auditório e partilhe as suas ideias!
Os oradores são carismáticos ainda antes de falar! Na verdade, nem é necessário ter uma expressão verbal rara. Basta uma boa comunicação não-verbal!
Quando se apresenta aos outros o seu corpo já está "a falar" e a dizer muitas coisas acerca de si. Adopte a postura da esquerda e transmitam o carisma que o vai diferenciar dos demais. Decida como quer parecer e ponha o seu corpo "a dizer" aquilo que importa.



Retoricamente, bons …

Falácias: o que são?

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Este post é um excerto do livro "Introdução à Retórica no séc. XXI" (p.150):


As falácias são raciocínios falsos ou errados ainda que aparentem ser verdadeiros. 
O termo “falácia” deriva da palavra latina fallere que significa enganar. Na Retórica, a falácia é um raciocínio argumentativo fraco e pode ser facilmente confundida com argumentos fortes. 

A falácia é um argumento, porém, é um argumento logicamente inconsistente (ex: “Podemos ir embora. Se até agora ninguém apareceu não é agora que vai chegar”), sem fundamento (ex: “Os últimos ataques terroristas foram perpetrados por radicais islâmicos. Logo, todos os muçulmanos são terroristas”) ou inválidos (ex: “Se é verdade para ti, para mim tem de ser mentira. Somos pessoas tão diferentes”).

Do ponto de vista lógico, as falácias provam conclusões independentes da verdade das premissas.
Assim:
Os rubis são vermelhos; Este anel tem uma pedra vermelha;Logo, este anel só pode ser um rubi!
Ou:
Quando estou constipado tenho dores de cabeça; T…

Fazer brilhar os seus slides do Powerpoint em 3 passos

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O uso de ferramentas multimédia é, para muitos oradores, indispensável para melhor transmitir as suas ideias ao auditório, esteja ele numa reunião de trabalho ou numa conferência. Os conteúdos visuais ajudam a comunicar melhor ao complementarem o discurso oral.
Ficam aqui três dicas para que os vossos slides de PowerPoint se destaquem dos demais.

1. Concebam um modelo de apresentação evitando os templates
De forma a evitar apresentações incoerentes estabeleçam, desde o início, um modelo visual de apresentação. Evitem os templates porque são usados por todos e podem até não se adequar ao tema e estilo de apresentação que necessitam de fazer. Devem definir para todos os slides (sem excepção): tipo de letra (Times New Roman, etc) tamanho de letra diferenciado para títulos e para texto Espaço para texto e espaço dedicado a imagens Escolham no máximo três cores para o seu modelo de apresentação. Nunca ultrapassem este número pois correm o risco de tornar a vossa apresentação multimédia um &q…

Mito: o auditório está ali para julgar o orador

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Por vezes, encontro pessoas que me confessam o quanto preferem estar sentados na sala de conferências. Dizem-me elas que não aguentam falar em público porque se sentem avaliadas, julgadas e até criticadas!

Este é um mito persistente, o de que o orador, ao apresentar-se perante um auditório, se encontra numa posição de inferioridade e vulnerabilidade, uma vez que fica exposto ao (alegadamente) duro olhar daqueles que escutam.
Tal não é absolutamente verdade.  Sem dúvida que qualquer orador se submete à apreciação e ao escrutínio do auditório. Mas isso não quer dizer que um orador tem a difícil tarefa de convencer o auditório a não o criticar. O ponto de partida é inverso: o orador tem de convencer o auditório, não a abster-se de criticar, mas de aderir às suas teses, e a gostar daquilo que escuta.
O auditório não está ali para julgar ou examinar o orador nem o discurso visa apenas proteger o orador das eventuais críticas. O orador discursa em público para ajudar o auditório a reflectir…

Mito: os introvertidos não podem ser bons oradores

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Outra das ideias pré-concebidas mais frequentes acerca da oratória e da comunicação em público afirma que as pessoas tímicas, reservadas ou discretas não podem proferir bons discursos. Assim, seria como se os grandes oradores fossem "abençoados" por terem uma personalidade extrovertida, alegre e comunicativa e aqueles que, habitualmente, são menos descontraídos seriam imediatamente remetidos ao silêncio.

Não é assim! O carácter do orador (no sentido psicológico do termo e não no sentido retórico de ethos) ajuda a determinar o rumo da comunicação, mas não é determinante para o seu sucesso. Isto quer dizer que até as pessoas mais introvertidas podem ser excelentes oradoras! Certo, o leitor não gosta de ter todas as atenções em si. Mas isso não significa que, assim seja necessário, deixe para trás esses receios e assuma o palco com eloquência. Os introvertidos são também pessoas que podem fazer a diferença. Sobre este assunto, podem ler o livro recentemente traduzido para port…