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A mostrar mensagens de Novembro, 2017

3 motivos que o levarão a querer aprender Retórica

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Aristóteles define a Retórica como a faculdade de encontrar os meios de persuasão que cada caso apresenta. Associada à oratória, a Retórica é vista, desde Quintiliano, como a arte de falar bem, e de comunicar com clareza conseguindo transmitir ideias com convicção.
Se ainda não obteve formação em Retórica eis porque não deve perder tempo a encontrar um curso. Existem, de certeza, vários perto de si. Por outras palavras, 3 motivos pelos quais deve aprender Retórica.

A Retórica está presente em todos os momentos da nossa vida


Desde que acordamos até voltarmos a adormecer, passamos por uma quantidade enorme de situações que, em menor ou maior grau, envolvem a persuasão. A Retórica está em todo o lado: no anúncio de publicidade que nos alicia, na sugestão de um amigo que nos convence a dar-lhe boleia, ou até nos discursos que os políticos dirigem aos cidadãos através dos meios de comunicação social. Há sempre alguém a tentar convencer-nos de alguma coisa.


Aprender Retórica ajuda-nos a ident…

Mito: só os oradores inexperientes ficam nervosos!

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Existem convicções, no mundo da comunicação em público, difíceis de desaparecer.  Uma delas talvez seja acreditarmos que apenas os oradores amadores, ou que são menos experientes, sentem nervosismo antes das suas apresentações.
Trata-se de um mito! Na verdade, encontra-se muito longe do que acontece, todos os dias, nos diversos palcos do planeta.  Os oradores mais experientes também ficam nervosos. De facto, aqueles oradores que mais nos impressionam lidam, tal como qualquer outra pessoa, com o nervosismo e excitação psíquica. A diferença é que eles sabem como impedir que a agitação interior que sentem evolua e se transforme em ansiedade oratória. Aqui, por exemplo, encontram um video que dá dicas de como lidar com a ansiedade oratória. 
Neste post, pelo contrário, concentramo-nos nos efeitos positivos que o nervosismo pode ter antes de se transformar num obstáculo.  Assim, não apenas o nervosismo é algo natural nos oradores, como também é uma importante forma de melhorar a sua comunicaç…

Não é apenas aquilo que o seu discurso diz, o corpo também fala!

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As palavras são poderosas... mas o seu corpo não o é menos!
Todos os grandes oradores reconhecem que a sua linguagem corporal é parte integrante da comunicação persuasiva que põem em prática. E não se esquecem que a sua capacidade de influenciar os seus auditórios depende, também, de como eles põem o seu corpo a "falar".
Muitas vezes, os nossos actos dizem mais do que as nossas palavras.
É à linguagem corporal, em particular, e a comunicação não-verbal, em geral, que recorremos em primeiro lugar para avaliar o orador. A forma como se mexe, o seu olhar, a seu eventual tremer das mãos, a forma como possivelmente hesita ou balbucia perante perguntas incómodas, tudo isso contribui muitíssimo para definir a imagem que o auditório terá do orador e para o avaliar como sendo de confiança... ou não. Muitos livros ensinam técnicas para detectar se os outros estão a mentir justamente recorrente à linguagem corporal.

A linguagem corporal que o orador assume irá, deste modo, influenciar a …

Descubra as Diferenças: o discurso inaugural de Obama e de Trump

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Os discursos podem distinguir-se pelas ideias que veiculam. Mas só se tornam memoráveis quando são eloquentes. 
Os discursos inaugurais da presidência de Obama, em 2009, e Trump, em 2017, podem parecer semelhantes mas, na verdade, são muito diferentes entre si a dois níveis: na Invenção retórica (conteúdo); e na Acção retórica (no desempenho oratório).  Dois presidentes dos Estados Unidos da América, duas oratórias, dois discursos contrastantes. Façamos um exercício de análise e descubramos as (muitas) diferenças entre o orador Obama e o orador Trump. 

Invenção
No primeiro discurso enquanto recém-eleito Presidente, Obama fala de cooperação internacional e da necessidade de afirmar a diplomacia norte-americana junto do mundo. O seu tom é o de abertura às adversidades que afligem o mundo e inclui a promessa implícita dos Estados Unidos da América de participarem na resolução desses problemas. Por seu turno, Trump apresenta um discurso marcado, não pela extroversão, mas pela introversão …

Públicos há muitos: como se adaptar a diferentes auditórios

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Uma das mais importantes características de um bom orador é a sua capacidade de se adequar àquilo que as pessoas esperam dele. A maior ou menor facilidade em adaptar-se ao auditório irá determinar quão bem a sua mensagem será recebida.
Seja um auditório composto por executivos, por munícipes ou por crianças de uma escola primária, o orador deve criar e apresentar especificamente o seu discurso de forma personalizada.

Algumas pessoas creem que os discursos são como as luvas. As luvas vêem geralmente num tamanho único que se adapta a todos os tipos de mão. Contudo, a Retórica não se baseia em técnicas padronizadas ou fórmulas universais. O que os grandes oradores sabem é que cada auditório possui as suas singularidades e expectativas. Por isso, eles preocupam-se em desenhar um discurso e uma comunicação perfeitamente adaptadas a esse auditório.



Atributos do Auditório a contemplar:
Expectativas acerca da comunicação- O que esperam de si, enquanto orador?
Conhecimento do assunto em questão-…

Como Falar perante Crianças: 3 dicas

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Por vezes, encontramo-nos perante a ocasião de discursar perante um público infantil.  Seja pela nossa profissão (Educadora de Infância, Polícia, Professor, Político, etc), seja pelas circunstâncias da nossa vida (apresentar uma actividade aos colegas do nosso filho, por exemplo), poderá surgir a necessidade ocasional de nos dirigirmos a este auditório muito específico.


Um auditório composto de crianças apresenta desafios singulares. Eis alguns:
As crianças são sinceras. Se não gostam daquilo que escutam não se inibem de o expressar. Isto pode ser especialmente duro para um orador desprevenido.
Um longo e fastidioso discurso de 2 horas vai, com certeza, fazê-las aborrecer (e, no limite, adormecer). Isso acontece igualmente com adultos. Contudo, muitas vezes por cortesia e respeito do orador, os adultos permanecem estoicamente nos seus lugares.
O discurso mais eficiente para elas é aquele que introduz o tópico (de forma brincalhona ou dramática), o desenvolve (com histórias, experiên…

Duas oradoras, as mesmas palavras: resultado idêntico? Nem por isso...

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Dois discursos podem ser idênticos entre si e, no entanto, o efeito retórico ser completamente antagónico. É crucial dispormos de discursos elegantemente escritos, bem organizados e com as ideias devidamente articuladas. Mas isso não é tudo. De facto, sem uma boa Acção retórica a Invenção de pouco serve.
O caso de alegado plágio, em Julho de 2016, durante a  Convenção Republicana, da Primeira-Dama Norte-Americana, Melania Trump, relativamente ao discurso que Michelle Obama proferiu, em 2008, na Convenção Democrata, é um caso ilustrativo da importância da Acção retórica .
Não basta ter as mesmas ideias; é necessária expressá-las com convicção. Não basta dizer o que parece adequado à ocasião, é preciso viver esses valores, demonstrar essas emoções. Numa palavra, é imperativo que o orador exprima, da melhor maneira possível, as suas convicções. Acreditem que os auditórios sabem quando um orador lê um texto previamente escrito ou quando o orador apresenta e comunica com vivacidade os seu…

Grandes Discursos: "Farewell Speech" de Barack Obama

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